Não me interessam, não os quero, não os desejo, o que eu quero é minha vida, álcool e uma aventura, não quero um final feliz, melhor NÃO preciso, eu só preciso viver, talvez a alma seja mais glorificada quando ela esta mais machucada. A diferença entre o álcool e o amor, é que o primeiro destrói seu fígado e o segundo seu coração!
E qual a diferença? NENHUMA!
Eu não sei o que eu preciso do que vivo, sei que preciso viver, contos de fadas não me interessam e as orações não me abençoe. Quem é você ladrão? Quem te deu esse vulgar direito de me meter a mão assim, o que quer mais de mim, TOMO-LHE TUDO!
Foda-se, foi o que ele me falou, me dominou pela cintura me beijou a boca forçadamente e segurou meus cabelos, eu não respirei aquele cheiro de porco, aquele fedor de álcool...
Não quero desculpas esfarrapadas, que mintam sobre minha personalidade, VOCÊ NÃO ME CONHECE, sou capaz de sugar seu sangue todo para mim, mas é veneno de mais pra pouco recipiente, estou incrédula e paralisada com tua doença chamada amor ou ódio, eu não sei, mas não vai me dominar.
Quer tirar-me daqui? então faça o que veio fazer, pequeno ladrão de raios, enfrentou o Zeus porquê? o que quer com o admirável Poseidon? eles não iram te atender, pois ate a Atenas te rejeitou... Não, você não é amado por ninguém pequeno ladrão, tu não é um semi-deus, muito menos um mero mortal, você é bem menos do que isso, é um VERME! Sua doença contagiosa levou esse mundo ao desastre, talvez, não ESSE mundo, mas o meu.
Não te dei o direito de olhar acima da minha cabeça, não te dei o direito de beijar-me minha testa, não te dei o direito que me atacar, só te dou o direito de ir embora e a escolha da morte ou da razão...
Ah! Querida razão, não se aproxime dessa discussão, você sairia machucada somente a vulgaridade é suficiente, o álcool é sua cela com esse vocabulário sujo! Então vai ficar aqui, por um bom tempo, ate que eu possa querer te ver novamente, esse ladrão de almas...
Engula meu sarcasmo agora pequeno ladrão, você que sempre me quis, agora esta ai, junto de mim só que bem menor do que sou, toma-lhe, um pedaço do que pode ter, mas não acostume-se, pois não é todo dia que terá as doses e nem as mesmas quantidades, eu vou diminuindo-as e te deixarei doente, mais, mais doente, vou fazer vir atrás, querer fugir, vai estar tão iludido que não vai ter capacidade de correr e vai morrer de desejos...
Vai pedir cada vez mais e quando acabar, eu vou observar ao seu lado, morrer para envenenado...
Triste é ter que engolir a própria ironia e sarcasmo, a minha fúria causada por seu furto carnal, o álcool, falso e mentiroso, pergunta: Será que você compareceria ao meu velório, Pequeno Ladrão?

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