O Começo – Bem ou Mal?
A caminhada era fria, aquelee ceu preto de pura escuridão natural da terra, aqilo não incomodava, era delicioso, sentiu um vento tão frio e tão doce tocar o rosto nu, era a unica coisa que sentia em seu corpo dormente e vazio, a calsa jeans velha, ainda aquecia o corpo magro e branco, o enorme casaco do irmão, ja no corpo no momento, era quente o suficiente para se sentir natural, os fios repicados, lisos e negros de cabelo comprido e pequeno ao mesmo tempo, mal cortado, ou melhor, mal feito, escondia as lagrimas naquele rosto gélido, o cabelo era uma demonstração de sua unica loucura, seu LUTO, e tudo que se escutava na sua cabeça era vozes, gritos de tormentos: “por que ir tão cedo”; “não quero mais olhar”; “não faça loucuras qndo partir”; “ME MATE”; “por favor nunca se esqueça”; “AGORA”.
A mão ensanguentada escondida no enorme bolso da calsa jeans ainda era coberto pelo casaco marron escuro manchado de claro, seus olhos, fixamentes parados ao horizonte; “me diga o porque por favor, ME DIGA, FAÇA A COISA CERTA PELOMENOS DESTA VEZ E ME DIGA O PORQUE? eu so qro saber a verdade, antes q acabe, acabe, acabe comigo.” sua mente cheia de frases, cheia de imagens e de dor, aquelas mãos sujas, e olhos amendrotatos, uma doença a evitava olhar as mãos, e ambas no bolso, com a intenção de limpa-las, hematofobia, medo irracional de ver sangue, a atacava pelo tato naquela hora, as maos frias e molhadas, uma sensação de nunca limpas, gotas em seu rosto, marcavam ainda mais, os olhos sujos de maquiagem e sangue, a blusa por baixo do casaco, que antigamente, era branca, agora, encardida de um barro preto, poeira, fuligem e ferrugem.
SANGUE, era so o que vinha em sua vaga mente, um corpo que antes estava quente, agora é frio, frio como suas mãos molhadas, seu cabelo molhado pelo sereno de varias noites a procura andando sem parar, o mal cheiro das roupas estava quase sendo percebido apartir de agora, sua bariga roncava de uma incrivel fome; Aquela briga de leões, aquele sentimento de morte, aquele CHEIRO DE MORTE, lhe fazia mal, lhe fazia pedir socorro, queria nunca mais voltar, mas não podia ir embora; viu na sua frente a praça central da cidade, ao meio da mesma, encontrava uma escultura de ferro de cerca de três metros de altura, grama somente em volta da escultura, o resto, cimento socado com pedras-sabão, andou cerca de dez metros ate chegar a frente da escultura, olha-la do chão ate o topo, e la em cima, assistir o choro da lua amarelada e o ceu preto total, sem estrelas, sem plateia, sem luz, somente no centro do ceu, uma lua amarelada, com choro de uma adolescente de dezessete anos, e a marca de sangue em suas mãos agora era bem visivel, pela luz de quem a viu no momento certo; "Eu segurei seu coração, não quero deixa-lo morrer, mesmo que isso tenha que me matar".
Olhou para o chão novamente, sentou, ainda com as mãos no bolso, o choro parou derepente, ao olhar para uma poça d’agua de chuva no chão, a face de susto e medo era tão evidente que aqueles olhos castanhos grandes e ainda assim pouco puchados estavam agora sujos, de puro medo, de pura dor, não pensou duas vezes, tirou o casaco, arrancou as mãos do bolso e as lavou sem olhar para aquela agua imunda, lavou, suas mão e braços, seu pescoço e rosto e por final de tudo, respirou; um grito, puro e agudo, foi o que saiu na visão de sua face na poça d’agua agora suja de sangue, uma mão alcançou o casaco, a outra deu um forte impulso para uma correria sem motivo nas ruas vazias não queria mais olhar, as marcas que acabava de deixar para tras,aquele sangue, o sangue, de um amigo? de um assassino? seu?
Seus pais estavam a trezentos quilomentros de sua casa, não tinha motivos para voltar, morava sozinha a quase um ano, e longe dos pais a quase três anos, quando resolveu fazer ensino medio na cidade onde o irmão mais velho morava, no primeiro ano, morou com o irmão na qual passou em uma faculdade federal a mais cem quilometros da sua cidade, qndo partiu prometeu levar a irmã para a mesma cidade quando terminase os estudos, o que ela não esqueceu hora nenhuma é que esse dia esta proximo, ja que seu ultimo ano da escola, esta no quase fim; “podia ter ido junto naquela hora” ela pensou, mas no mesmo instante, so imaginava um lugar, SUA CASA.
OITO MESES ANTES
18 de Janeiro de 2010
FERIAS, estava na casa dos pais com o irmão mais velho, uma festa de despedida e de alegria pela sua aprovação na faculdade.
- Discrição do irmão mais velho: Luciano Karlaye, 20 anos(no dia), solteiro, 1,80 de altura, 68 Kg, Cabelos louro escuro, branco, pequenos olhos castanhos claros e puchados, ensino medio e tecnico concluidos,ingles, primeira faculdade, Psicologia, filhos? NÃO. -
Ela estava presente, sorria tempo todo, e recebia cada vez mais conselhos, todos igual, “Juizo querida, agora você esta sozinha, nos confiamos em você”, aquela enorme familia toda reunida, com dois enormes orgulhos, ja que ela, ficou na cidade porque ganhou uma bolsa no melhor colegio da cidade com direito a tecnico e estudo integral.
- Discrição ‘ela’ : Dabi Karlaye, 16 anos(no dia), solteira, 1,55 de altura, 44 Kg, Cabelos pretos, grandes olhos castanhos escuros e pouco puchados (a avó era coreana), ensino menido incompleto, ingles, filhos? NÃO. -
Seus pais eram casados no papel, mas somente no papel, um falso casamento por não estarem dispostas a larga seus luxos e dividi-los, “para que comer pão de trabalhador, quando de pode comer pão de quem ganha sem trabalhar”, uma frase tipica, de seus pais, algo que eles não percebem, é o quanto essa decisão afeta os filhos, principalmente Dabi, uma razão de mais querer ficar morando sozinha, é o vida na qual seus pais levam, de um relacionamento de amor e odio, de alegria e tristeza, e principalmente de mentiras e nenhum espaço para a verdade. A festa durou pouco, mas porque Dabi e Luciano partiriam no dia seguinte.
No dia seguinte, Dabi e Luciano partiriam, Luciano deixaria Dabi em casa e logo iria para sua casa, logo depois da festa, arrumaram as malas e pegaram o que sobrou na casa. Ja no carro, as malas, as coisas, as pessoas, os adeuses ja estavam sendo a distacia, ate que sua mae, aproxima do carro ao lado do carona e fala baixinho a Dabi:
- Queria, por favor juizo, você ficara sozinha por este ano espero que se saia bem.
- Vou me sair Mãe, eu prometo! – Dizia Dabi com segurança.
- Sabe, – sua mae riu meio sem graça – eu tive um sonho muito estranho com você esta noite, você saia correndo ensanguentada, chorando, no meio da noite em ruas vazias, uma cara assustada minha filha, fiquei ate com medo.
- Mãe você me assusta – Dabi falou seria, mas logo riu – tudo bem mãe, não se preocupa, não vo matar ninguem. – ambas riram, Dabi despediu-se mais uma vez, e o carro arrancou.
No meio da estrada, ela so imaginava voltar para a casa e a nova vida que estava para ter, sozinha,amigos, ja com idade para entrar nas festas, estava louca para começar o ano escolar, mas ao mesmo tempo ela sempre lembrava de uma pessoa. – Junior, onde você esta agora meu amigo? – ela pensou.

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